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Primeira pedrinha: A casa – “Quinta-feira” Noite 13.04.17

O Congresso Internacional de Adoração, Intercessão e Missão: Extraordinário, o poder do comum, chega este ano com o propósito de levar a igreja a uma nova dimensão de adoração. Os congressistas viveram uma experiência única durante a gravação do CD “Imersão 2”. Leia no texto abaixo o que aconteceu no primeiro dia do congresso.

A Lagoinha estava repleta de congressistas de várias partes do Brasil, antes do início as pessoas aproveitavam para fazer novas amizades dentro do templo, folheavam a revista Atos Hoje e também aproveitavam para fazer foto com o pastor Márcio Valadão, que recebeu aos congressistas com muito carinho.

Para a abertura, os pastores Gustavo Bessa e Ana Paula Valadão receberam os congressistas acompanhados de seus filhos Isaque e Benjamim. Compartilharam com a igreja o testemunho do milagre da liberação dos passaportes de seus filhos. “Orávamos pelo menos quatro vezes juntos, a oração do Isaque era: Senhor, eu quero tanto ver o vovô, então faz o documento chegar”. O documento chegou na quinta-feira, um dia antes da viagem. “Deus é especialista em nos surpreender nos 45 minutos do segundo tempo!”, disse Ana.

A primeira congressista inscrita, Patrícia Carvalho de Salvador (BA) foi premiada com o novo livro do pastor Gustavo Bessa: Extraordinário – O poder do comum” e o CD “Imersão”, gravado em Dallas (TX). A líder da maior caravana (Alfa Turismo), Cristiane dos Santos foi recebida com muitos aplausos e ganhou a Nova Versão Transformadora da Bíblia pela Editora Mundo Cristão. Ela participa há 14 anos com caravanas para o congresso do DT.

Após as premiações, Benjamim chamou o pastor Márcio Valadão para fazer a oração de abertura. E cadê o pastor? Estava na área externa da igreja recebendo cada congressista com aquele amor e registrando aquela selfie. Tito abraçou o vovô para a oração: “Abra nossos olhos e coração para experimentarmos de uma forma tão intensa a tua boa, perfeita e agradável vontade. Senhor, que seja um tempo para a nossa terra de revelação, propósito. Que possamos ver o extraordinário do Senhor pelo natural. Na autoridade do nome de Jesus quebramos toda qualquer ministração das trevas quanto as nossas vidas. Sobre a unção do Senhor, que ela possa quebrar todo julgo. Fala, fala Senhor, queremos ouvir e transformar os ensinos da tua palavra de forma prática. Que a glória do Senhor possa encher essa casa como as águas cobrem o mar”.

Após a oração a igreja participou do louvor em unidade com Diante do Trono (Ana Paula, Marine Friesen, Nívea Soares, Soraya Moraes, Israel Salazar, Letícia Brandão, Tião Batista, Fred e Flávia Arrais, Ana Nóbrega, Nádia Santolli, Raquel Emerick, Lu Alone, Cris Batiston, Guilherme Fabiano, Marcelo Bonfim, Samuel Moraes e Sóstenes Mendes). No repertório estavam as canções que marcaram a adoração no Brasil. As músicas de um apóstolo da nossa nação: Asaph Borba, que não esteve presente, pois estava na África. Entre as canções estavam: Jesus em tua presença e Alto Preço.

A atmosfera da Lagoinha estava intensa com a comunhão entre os congressistas de mãos dadas em um só som celebrando a unidade. Houve um momento que Ana pediu para que os presentes olhassem nos olhos um dos outros e cantassem junto à canção Alto Preço. Cada canto do país estava representado e a gratidão naquele momento eclodia no verso:  “unidos iremos andar”.

Samuel Moraes leu um texto clássico que fala sobre a unidade no Senhor, em João 17.21-23 e orou: “Nós declaramos que nós dependemos uns dos outros. Ninguém é tão bom assim que possa caminhar sozinho. Somos dependentes uns dos outros e o teu Espírito sempre vai nos unir”.

Em seguida Nívea Soares conduziu a igreja na música “Que se abram os céus”. No verso “Te queremos Deus”, as mãos estavam erguidas e apontavam para os céus com brados que expressavam o anseio de tocar a glória de Deus. Alguns irmãos começaram a ministrar orações uns aos outros.

Nívea Soares ministrava: “Sou como terra seca, preciso de tuas águas! Abram os céus! Vem com Teu Espírito!” Em seguida Soraya Moraes: “Abra os céus neste lugar, Senhor! Vem Senhor! Abra os corações. O Senhor quer usar você do jeito que você é. Deus te trouxe aqui para curar o teu coração e dizer que você pode atrair o Reino!”

Em sequência, Ana aproveitou para falar do CD “Muralhas” que foi gravado dentro da proposta da unidade. O lucro das vendas será todo enviado para o projeto no sertão do cantor Juliano Son. Antes da gravação do CD Imersão 2, Ana explicou o porque do nome ‘Imersão’: “Estar completamente imerso, um salto de fé”. As canções espontâneas são fruto da vida com Deus: “Algo muito lindo que surge na hora!”, explica Ana.

O convite foi feito para a igreja: Você já ficou de molho na presença de Deus? Ana conta que seu esposo foi um dos grandes incentivadores do CD Imersão. “O Espírito Santo é o nosso grande diretor!”, ressaltou Ana. Fred Arrais que participou do primeiro CD Imersão compartilha que a gravação do Imersão em Dallas (TX) foi uma das experiências musicais que mais lhe deu ‘frio na barriga’.

Em seguida Nívea convidou todos para o momento único: “Contemplar Jesus é apreciar, não ter pressa de sair desse lugar. Então, bora lá!”. Ana encorajou a todos: “Vai ser uma aventura maravilhosa! Eu vou entregar tudo que eu tenho ao Senhor!” Após os testes dos microfones, e Ana dizer que voz mais bonita presente era a da igreja, os instrumentos, os arranjos foram crescendo de forma a atrair todos para o rio nas águas do Espírito. Em seguida Ana convidou aos irmãos a cantarem na língua do Espírito. Os ministros falavam em outras línguas e Ana motivava a igreja a deixar os dons do Espírito inundarem a igreja. A primeira canção nascia: “Fluirá um rio, fluirá um rio, fluirá um rio”, “Tudo viverá, tudo viverá, tudo viverá por onde o Rio passar”.

Em seguida Ana dirigiu a igreja a clamar ao Espírito Santo para mostrar as terras desertas na vida deles! Relacionamentos secos, sem amor, sem perdão. “Coloque o nome de pessoas, ministérios que o Espírito traz ao seu coração agora!”, fala Ana.

Após o clamor, o coro da igreja foi crescendo ao repetirem o verso “tudo viverá por onde o rio passar”, as pessoas tomaram posse daquelas palavras e de olhos fechados, mãos estendidas e com os olhos encharcados colocavam diante do trono toda a sequidão da alma. Em sequência o solo do violino foi aquietando a todos para o mergulho que só estava começando. Após a preparação dos instrumentos Ana leu a passagem que falava sobre os níveis do rio, em Ezequiel 47.1-5. Chegava a hora da igreja se lançar sem reservas: “Tira os meus pés do chão, tira os meus pés do chão. Você tem coragem de dizer isso a Ele!”. Ana conduzia a igreja a entregar tudo ao Pai: “Levante suas mãos. Entregue o controle, a direção, os sonhos, os planos.” Em meio a brados de louvor todos clamavam “Tira os meus pés do chão”. E reconheciam que precisavam quebrar as resistências existentes: “Eu posso me deixar levar, eu posso me deixar levar a Ti, eu posso confiar, eu posso confiar em Ti”, ministrava Ana.

Ainda sobre a entrega, Ana perguntava para a igreja se esta era capaz de se deixar levar pelo Pai e assim entregar todas as chaves dos quartos fechados para Ele. Palmas cresciam e era como se um rio ao som de muitas águas inundassem os corações prostrados em adoração.

Após a entrega, Ana clamava em adoração: “Eu quero ir além! Eu quero ir além! Eu quero ir além!”. O novo surgia e a igreja se lançava sem temor em adoração : “Teu novo pra mim é o melhor para mim! Não tenho mais medo, eu vou! Eu vou sem medo!”. Mais uma canção brotava do fluir intenso:“Teu novo, teu renovo,Teu novo, teu renovo,Teu novo, teu renovo”. Ana ministrava sobre o frescor do novo em Deus:“ Teu novo inaugura um novo tempo, um novo tempo,um novo jeito”.

Durante a canção o versículo de Isaías 43.19 foi citado pela Ana: “Eis que faço uma coisa nova; agora está saindo à luz; porventura não a percebeis?”. Em seguida Ana impulsionava a igreja a sair para viver o novo de Deus: “Solte as amarras, solte as barreiras que te prendem. Sacode o pó do velho. Vista novas vestes, vestes de vida. Receba novas vestes de alegria. O novo, o novo!”

Após isso Ana convocou a igreja brasileira ali representada para clamar pelo novo de Deus: “Venha o novo de Deus! Estamos cansados de uma religiosidade vazia!”. Nívea deu continuidade na oração: “Espírito Santo, revela-nos o amado Jesus. Aquele que é o sumo sacerdote para sempre. Que está assentado a direita de Deus Pai. E faça novas todas as coisas! Que faz novas todas as coisas! É o poder da palavra. Pelas suas palavras todas as coisas foram criadas. Ele faz nova todas as coisas. Que caiam as escamas que nos impedem de contemplá-lo. Contemple o Senhor! Assentado no alto e sublime trono”.

Após este momento, Ana começa a dizer que tudo que fazemos deve ser para a glória de Deus e cita as mais diversas áreas como: cientistas, educadores, professores, pesquisadores, inventores, nas artes, cantores, músicos, cantores, dançarinos, pintores, malabaristas, no teatro, na mídia, na TV, no cinema, na área de opinião, na família, os pais, as mães, os filhos, os tios, os primos, na economia, na indústria, no comércio, na religião, na política, na nossa nação. E todos foram chamados para marchar levando a glória do santo nome do Senhor. Todos marchavam ao som de mais um espontâneo que brotava: “Ô,Ô,ÔÔÔÔ. Marche igreja! Como as águas cobrem o mar.”

Em seguida Ana desafiou a igreja a continuar em adoração: “Será que a noite continua mesmo se cortamos os instrumentos?”. Um silêncio toma conta do lugar, mas a igreja em instantes continua a se mover em adoração.

Depois disso gravação do CD Imersão foi encerrada com muita celebração, palmas e brados. E Ana, Nívea e Flávia Arrais, de mãos dadas, dançavam ao som dos instrumentos. A igreja encerrou em alta voz: Jesus, Jesus, Jesus! Após isso Ana chamou o músico Gustavo Soares, esposo de Nívea e produtor do projeto, para explicar como os músicos podem fazer um espontâneo: “Você deve dominar o instrumento e principalmente se lançar!” E para melhor exemplificar ele mostrou para Ana as escalas das canções, durante a gravação. Apesar de ter um roteiro definido quanto as harmonias ele comunicava com os músicos as alterações que surgiam na hora.

Após o público conferir as curiosidades de uma gravação espontânea Ana compartilhou a primeira mensagem das cinco que serão ministradas no congresso. O texto de 1 Samuel 17.37 em diante foi lido. A mensagem da primeira pedrinha chamada: A casa, começava após as pessoas se recuperarem de um mergulho indescritível na presença de Deus. Confira os principais pontos da mensagem:

Ana iniciou a mensagem compartilhando sua mudança para os Estados Unidos para acompanhar a missão de seu esposo que foi fazer o doutorado. Ana partilha de suas lutas na adaptação em um novo país : “Eu sentia saudade dos meus pais. Eu sofria com a ausência da plataforma. Aqui (igreja) eu já tenho tudo pronto. Fazia o extraordinário todos os dias. Minhas lágrimas eram pela ausência do extraordinário!”. Ela ressalta que o que mais faz é ficar dentro de casa e que foi ali que Deus começou a abraçá-la e fazê-la um barro de novo.

Em seguida, Ana revelou que no retorno para casa, quando volta do Brasil, costuma levar uns dois dias para voltar à sua rotina “normal”, após as agendas de ministrações. “Eu não tenho problema em cuidar dos meus filhos, eu amo decorar minha casa. Eu descobri que meu grande problema é quando meu coração quer estar no lugar extraordinário!”. Todos foram confrontados a valorizarem o simples. Após o choque de realidade os presentes se descontraíram quando Ana disse que nenhum profeta teve a coragem de dizer de fato o que ela faria nas nações. “Que eu teria que trocar os lençóis dos quartos dos hóspedes, que eu iria lavar as panelas”. Os congressistas se identificavam com as tarefas simples citadas e assim desconstruíam a imagem de uma pessoa perfeita e viam na Ana a si mesmas. Ana alerta a igreja a buscar em Deus o que de fato agrada ao coração Dele: “Se você perguntar para o Senhor o que agrada ao coração Dele, ele vai te responder”.

Após o aviso Ana ressalta o quanto nossos valores estão invertidos em buscarmos em pessoas que fazem o extraordinário a chance de também fazermos coisas grandes para Deus. “Olhe para o lado e veja que você pode estar perdendo o extraordinário ao lado de uma pessoa tão comum que esta sentado do seu lado. Faça uma amizade maravilhosa!”

Durante a ministração da palavra a artista Flávia Barsanulfo pintava uma arte que você vai conferir prontinha no nosso último dia de congresso. Ana conta que recebe carinho em vários lugares. Ela já foi até desafiada a comer lagosta com o dono do restaurante e também fala de uma abóbora que marcou sua viagem no sertão, presenteada por uma família muito carente. Assim, Ana foi de um extremo ao outro para mostrar para a igreja o quanto transita por situações do extraordinário e do ordinário e que em tudo é possível ver Deus. “Voltamos para casa e temos que desintoxicar do extraordinário e voltar para o comum, Nosso coração deve estar onde Deus deseja”, enfatiza Ana.

Logo após, Ana transporta a igreja para o maior exemplo do extraordinário que passou seus primeiros trinta anos fazendo o ordinário: Jesus. E que após o batismo ele ouve do Pai: Este é o meu filho amado em quem me agrado! Como lentes embaçadas sendo limpas a igreja pôde se ver e reconhecer o valor do simples para Deus durante o processo para vivermos o extraordinário. “É claro que viveremos o extraordinário! Jesus viveu trinta anos sem holofotes, trabalhando com as mãos, como marceneiro. Quando alguém trabalha com as mãos é provocado um quebrantamento de coração”, fala Ana. Um dos clássicos da literatura cristã foi citado, o livro “Praticando a presença de Deus”, do irmãos Lawrence e Frank Laubach que narra a história e incentiva a conhecermos a presença de Deus o tempo todo. “Segredos profundos estão escondidos no ordinário”, fala Ana.

Em sequência Ana responde uma das possíveis perguntas dos congressistas: “Sabe o que você vai fazer lá naquele país distante? Servir!”. A ministração foi encerrada com uma convocação para que todos voltassem para seus lares com uma nova disposição entendendo o valor das pequenas coisas. De que não estamos sendo desperdiçados, mas, treinados por Deus. “Como estão seus relacionamentos mais próximos? Queremos o extraordinário, mas temos que cuidar da casa. É lá que vamos lutar com ursos e leões e assim estaremos capacitados para vencer o gigante da nação!”, destaca Ana.

Após a ministração da palavra Ana divide com os congressistas a canção que fala do ordinário: “Ninguém sabe, ninguém vê, mesmo se ninguém me reconhecer, que meu coração seja sempre você! Nos bastidores, longe das luzes, no secreto do meu coração, canto Aleluia, no extraordinário, e também no mais comum, canto Aleluia!”

Em seguida, a igreja se levantou reconhecendo que somente em Deus encontramos a maneira e o lugar de agradarmos o coração Dele nas coisas simples da vida. E não podíamos encerrar sem sermos quebrantados na oração de rendição que a pastora Ezenete conduziu: “Dai-nos um coração contrito, Pai! O que eu tenho para fazer hoje e amanhã pertence ao Senhor. Dai-nos uma visão aberta para descobrirmos quem somos em Ti, Deus! Somos templo do Espírito Santo! Move a incerteza! Traz cura. Muitas vezes os olhos não enxergam a importância pelo que fazemos. Nos tira deste lugar onde a insatisfação tem nos matado aos poucos. Olhe para dentro de você! Você é o melhor de Deus! Não é o que você faz, é o que você é em Cristo Jesus. O seu lugar foi determinado pelo Senhor Jesus! Levantem suas mãos para o céu e eu tenho certeza que os anjos do Senhor passearam neste lugar ministrando a cura! Eu quero profetizar que você quando abrir os seus olhos, você vai se ver diferente!”

Após o clamor da pastora Ezenete, Ana encerrou dizendo que muita das vezes queria ser o que Deus não tinha para ela. “Achamos que o outro agrada mais a Deus do que quem realmente somos. Comece a se olhar diferente. E a perguntar ao Senhor o que agrada a Ele. Cuide da sua casa e volte para ela diferente!”. A canção sobre o ordinário foi ministrada novamente. Este foi só o primeiro dia do congresso! Amanhã tem mais! E vai ser em uma sexta ordinária para viver o extraordinário em Deus!

 

Sarah Lima
Especialmente para o Congresso DT

Revisão: Elis Amâncio